quarta-feira, 14 de março de 2012

O incômodo da renúncia


É como se estivesse em um cômodo vazio e escuro, em que varias portas me cercam - algumas entre abertas, outras fechadas. Elas representam minha vida, meu futuro.
Tantas opções aparecem no horizonte, mas que caminho seguir?
Sei que a escolha será sem volta, pois cada passo que se da traz inevitavelmente uma nova gama de opções, e assim vai-se traçando cada trajetória. O que fica para traz quase nunca é possível resgatar, saber como seria.
Mas então, em qual dessas portas entrar? Cada um desses destinos me levará a algo novo, incerto, obscuro. Temos sempre medo do que não conhecemos, não é mesmo? Pois é, tenho medo do que vem pela frente.
Na verdade, eu tenho medo da renúncia de todas as outras vidas que posso ter, e não da escolha de uma.
Minha vontade é entrar em cada uma das portas, ir clareando o caminho, conhecendo as belezas, obstáculos, singularidades...
Mas eu não posso, não há tempo para tudo isso na vida. Mais uma vez, a dor da renúncia, de não poder viver tudo aquilo que se quer é o que me incomoda!
Quero aprender sobre tudo, viver tudo, construir o novo! Mas me vejo impedida pela própria essência da vida.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Mudanças


Hoje estou sentindo tudo mudar. É difícil explicar, cada vez que sinto isso tenho necessidade de escrever. Tenho que organizar minhas idéias, entender que a vida fica cada dia menos fácil, sinto que realidade pesa em minhas cotas. Às vezes parece que não vou aguentar, mas sei que logo virá a calmaria. É como um clico, mas o obstáculo está em aguentar tempos de dificuldades. Crescer dói, na maioria das vezes.

Como superar o passado? Como vencer os problemas do dia-a-dia? O que esperar do futuro? Todas essas perguntas não param de me rondar, me assustam cada vez mais.

Eu quero, juro que quero ser melhor pra mim, mas percebo que simplismente não estou conseguido. Parece que tenho que estar sempre correndo atrás do prejuízo, sempre sem tempo pra respirar. Há quanto tempo eu não me sinto feliz como me sentia há dois anos atrás? Há quanto tempo eu não tenho a impressão de que nasci para ser feliz? Quero logo me acostumar com a nova rotina, ter novos amigos. Não suporto mais o passado, pois as coisas que eu gosto nele, não podem estar comigo a todo momento. Me sinto sozinha. Tenho que fazer do meu presente uma nova alegria, mas como? Talvez seja ansiedade, coisa comum, mas não consigo realmente achar as respostas. Quero de novo ver um pôr ou nascer-do-sol com prazer, sentir o vento na pele, balançar meus cabelos, e nada mais importar, me sentir livre, liberta. Eu sei que é nos piores momentos que mais aprendemos, mas agora é impossivel enchergar o caminho. Onde chegarei? Parece tudo obscuro. Mas espero um dia dizer que consegui, que aprendi muito, e dizer que tudo valeu a pena!

terça-feira, 28 de julho de 2009


Indo não sabendo exatamente pra onde, nem o que me move.
A sensação de estar apenas junto a maré.
Prefiro não questionar demais as escolhas, tenho medo de chegar a conclusão de que estava errada.
Ás vezes vem a vontade de esquecer tudo, mudar completamente os objetivos. Difícil.
É preciso ser forte, lutar contra si mesma para conquistar, ter a tão famosa força de vontade!
Queria achar dentro de mim essa força, essa guarra, essa fome de vencer.
Vencer a mim própria, tudo depende disso.
Pequenos incentivos externos me animam, mas não por muito tempo. Seria preciso algo 24 horas me relembrando.
É como se eu estivesse a procura de uma chave ou talvez uma pedra preciosa, que abrisse o portal de mim mesma, para que eu pudesse ser sem barreiras.
Enquanto não a encontro, e sem saber exatamente se ela existe, continuo tentando me vencer. Me fazendo querer.

quarta-feira, 2 de julho de 2008


"Sou o que quero ser, porque possuo apenas uma vida e nela só tenho uma chance de fazer o que quero.
Tenho felicidade o bastante para fazê-la doce dificuldades para fazê-la forte,
Tristeza para fazê-la humana e esperança suficiente para fazê-la feliz.
As pessoas mais felizes não tem as melhores coisas,
elas sabem fazer o melhor das oportunidades que aparecem em seus caminhos."

Clarice Lispector

Quando fazemos tudo para que nos amem e não conseguimos, resta-nos um último recurso: não fazer mais nada. Por isso, digo, quando não obtivermos o amor, o afeto ou a ternura que havíamos solicitado, melhor será desistirmos e procurar mais adiante os sentimentos que nos negaram. Não fazer esforços inúteis, pois o amor nasce, ou não, espontaneamente, mas nunca por força de imposição. Às vezes, é inútil esforçar-se demais, nada se consegue;outras vezes, nada damos e o amor se rende aos nossos pés. Os sentimentos são sempre uma surpresa. Nunca foram uma caridade mendigada, uma compaixão ou um favor concedido. Quase sempre amamos a quem nos ama mal, e desprezamos quem melhor nos quer. Assim, repito, quando tivermos feito tudo para conseguir um amor, e falhado, resta-nos um só caminho...o de mais nada fazer.

Clarice Lispector

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Das Utopias - Mário Quintana

Se as coisas são inatingíveis... ora!


não é motivo para não quere-las...


Que tristes os caminhos, se não fora


a magica presença das estrelas!

domingo, 13 de abril de 2008

O dia seguinte...


No dia seguinte tudo parece melhor.
Depois que passa, tudo parece mais claro e menos pior.




"Meu caminho é cada manhã
Não procure saber onde estou
Meu destino não é de ninguém
E eu não deixo os meus passos no chão
Se você não entende não vê
Se não me vê não me entende
Não procure saber onde estou
Se o meu jeito te surpreende."
(Capital Inicial)